ARTIGO CIENTÍFICO
Reuso de água e efluente
agroindustrial na produção de mudas de gravioleira
Reuse of water and agroindustrial
effluent in the production of soursop seedlings
Patrícia Roque Lemos Azevedo1*,
Ednaldo Barbosa Pereira Junior2, Joserlan
Nonato Moreira2, Diego Ernani Leite Bezerra3, Pedro Lima Filho4
1Professora Mestre do
Instituto Federal da Paraíba, Campus Sousa, Sousa, Paraíba, (83)3521 1224, patricia.roque@ifpb.edu.br;
2Professores Doutores do Instituto Federal da Paraíba,
Campus Sousa, Sousa, Paraíba, ebpjr2@hotmail.com, joserlan.moreira@ifpb.edu.br;
3Mestre do Instituto Federal da Paraíba, Campus Sousa, Sousa,
Paraíba, diegobezerra82@hotmail.com;
4Doutorando em Agronomia, Universidade Federal da Paraíba, Campus Areia,
Areia, Paraíba, pslimaf@yahoo.com.br
Recebido:
27/04/2019; Aprovado: 18/09/2019
Resumo: As condições
climáticas do semiárido do Nordeste, caracterizadas pela irregularidade das
chuvas, conferem à irrigação uma importância fundamental como instrumento que
permite a viabilização de uma agricultura produtiva e estável. O presente
estudo objetivou-se avaliar o desenvolvimento de mudas de gravioleira
a partir do aproveitamento de água de ar condicionado e efluente
agroindustrial. A pesquisa foi desenvolvida no setor de produção de
mudas do Instituto Federal da Paraíba, Campus Sousa, Unidade São Gonçalo.
Utilizou-se o delineamento de blocos inteiramente casualizados,
com cinco tratamentos e quatro repetições. Os tratamentos resultaram das
seguintes combinações: T1 = 100% Poço Artesiano, T2 =100% Ar Condicionado, T3 =
Combinação 50% Ar Condicionado + 50% Poço Artesiano, T4 = Combinação 50%
Efluente Agroindustrial + 50% Ar Condicionado e T5 = 100% Efluente
Agroindustrial. As mudas de gravioleira
foram produzidas em sacos de poliestireno, utilizando Neossolo Flúvico e esterco
bovino na proporção (2:1) como substrato. Foram avaliadas as seguintes
variáveis: altura de planta, diâmetro de caule, número de folhas, massa verde e
seca da parte aérea e raiz e influência nos atributos do solo (pH, P, K, Na,
Ca, Mg, MO, PST). Verificou-se que a utilização de água de ar condicionado é
uma alternativa viável como fonte de irrigação para as mudas de gravioleira, enquanto que o efluente agroindustrial não se
mostrou adequada para este fim visto que influenciou negativamente na maioria
das variáveis analisadas.
Palavras-chave: Annona muricata L.; Solo; Reutilização
Abstract: The climatic conditions of the semiarid region of the
northeast, characterized by the deficiency of rainfall, give irrigation a
fundamental importance as one of the instruments to enable the viability of
more agriculture Productive and with lower risk. Given the panorama of water
scarcity, this paper aims to propose the development of soursop
seedlings from the utilization of air conditioning and agroindustrial
effluent. The research was developed in the seedling production sector located
at the Federal Institute of Paraíba, Campus Sousa. A
completely randomized block design was used, with five treatments and four
replications. The treatments resulted from the following combinations: T1 =
100% Artesian Well, T2 = 100% air conditioning, T3 = combination 50% air
conditioning + 50% Artesian Well, T4 = combination 50% agroindustrial
effluent + 50% air conditioning and T5 = 100% agroindustrial
effluent. Soursop seedlings were produced in plastic
bags using Neossol Fluvic
and manure in proportion (2:1) as substrate. The following variables were
evaluated: plant height, stem diameter, number of leaves, green and dry mass of
aerial part and root and influence on soil attributes (PH, P, K, Na, Ca, Mg, MO, PST). After the study, it was verified that the
use of air-conditioning water is a good alternative as a source of irrigation
for the seedlings of Gravioleira, while the water of agroindustrial effluent was not adequate for this purpose,
since it influenced Negatively in most of the
variables analyzed.
Key words: Annona muricata L.; Soil; Reuse
INTRODUÇÃO
A cultura da gravioleira (Annona muricata L.) tem se destacado por apresentar
potencial favorável de comercialização no mercado interno e com perspectivas
para exportação. Por ser uma espécie cultivada em países subtropicais e
tropicais, revela viabilidade econômica de cultivo na região Nordeste, em função
das condições edafoclimáticas compatíveis com suas exigências nutricionais e
fisiológicas (BARBOSA, 2003). A crescente demanda de seus frutos para consumo in
natura e processamento da polpa tem impulsionado a expansão da área
cultivada evidenciando a cultura como alternativa de investimento do setor
frutícola nordestino, inserindo-a como umas das frutíferas de grande valor
comercial.
Diante do panorama de escassez hídrica e da observação
do funcionamento de um sistema de ar condicionado e da produção de efluentes
agroindustriais, cogitou-se a possibilidade de utilizar a água condensada
fornecida pelos aparelhos de ar condicionado e de efluente agroindustrial na
irrigação de mudas de graviola, frutífera de alto valor econômico
bastante utilizada em polpas, sucos e néctares. Assim, seria possível
verificar a viabilidade de produção de mudas de graviola usando, como insumo de
irrigação, águas que são descartadas e sem finalidade específica, bem como
analisar as possíveis influências nas características morfológicas da planta.
A utilização de métodos alternativos de reutilização
da água, como o aproveitamento das águas pluviais, água-cinza, águas residuais
tratadas e a dessalinização, que aparecem como meios de conservação da água e
como alternativas para enfrentar a falta desse recurso, tanto para fins
potáveis quanto não potáveis, tornando uma opção prática e a baixo custo para
minimizar a escassez (PUSHARD, 2008). Assim, o aproveitamento de águas como
fonte de irrigação para o desenvolvimento de culturas economicamente viáveis favorece
melhorias de vida de uma determinada localidade.
Os aparelhos de ar
condicionado promovem a geração de água líquida resultante do processo de
condensação. Essa água, na maioria das vezes, é desperdiçada para o solo ou
para o esgoto, não tendo, portanto, um aproveitamento. De acordo com Mota
(2012) em média um aparelho de ar condicionado com 12 mil BTUs
gera em torno de 300 mL de água por hora, desta forma, se pegarmos um
escritório que fica em média 12 horas com o ar ligado das 7h às 19h serão 3,6
litros de água produzidos por este aparelho, sem restrição quanto classificação
devido as baixas concentrações de sais e sódio (C1S1)
para irrigação, conforme Pereira Junior et. al (2017).
Nóbrega et al. (2018) afirma que a água de ar condicionado se
mostrou uma alternativa viável para a utilização na irrigação de mudas de
goiaba, evidenciando menores resultados para altura de plantas e número de
folhas irrigado com efluente
agroindustrial. Kummer et
al. (2012) afirmam que a utilização de efluentes na agricultura cresceu
consideravelmente nos últimos anos em muitos países, inclusive no Brasil. No entanto,
ainda não foram suficientemente estudados todos os aspectos positivos e
negativos dessa técnica, especialmente sobre as propriedades físicas e químicas
do solo, absorção de nutrientes pelas plantas ou sua toxicidade.
Diante do exposto, com o presente estudo objetivou-se
avaliar o desenvolvimento de mudas de gravioleira a partir do aproveitamento de
água de ar condicionado e efluente agroindustrial e sua influência nos
atributos do solo.
MATERIAL E MÉTODOS
O experimento foi
desenvolvido no viveiro de mudas do Instituto Federal de Educação, Ciência e
Tecnologia da Paraíba (IFPB) Campus Sousa, unidade São Gonçalo, durante o
período de setembro de 2017 a janeiro de 2018.
Durante o período do experimental as condições
climáticas do Perímetro Irrigado de São Gonçalo são caracterizadas por
precipitação pluvial média de 21,8 mm, temperatura média de 28,4ºC, o que
provocou uma taxa de evaporação média de 243,35 mm. Conforme a classificação de
Köppen, o clima da região é do tipo BSh,
o que indica um clima semiárido quente, marcado por taxas de evapotranspiração
potencial anual superior à precipitação anual e a inexistência de cursos de
água permanentes (BRASIL, 2018; BRASIL, 2019).
Para o desenvolvimento das mudas, as sementes foram irrigadas águas provenientes de ar condicionado,
efluente agroindustrial e água de poço. A água de ar condicionado foi coletada
por meio de sistema de captação constituído por tubos de PVC de 20 mm
conectados na saída de cada mangueira de dreno dos aparelhos e direcionados
para uma caixa coletora de 500 litros, localizada no bloco predial do curso de Agroecologia, sendo este
formado por 16 dependências climatizadas com sistema de ar condicionado
que variam na faixa de 12.000 a 24.000 BTUS, sendo sete ligados diariamente
durante o horário de expediente (PEREIRA JÚNIOR et
al., 2017). O efluente agroindustrial foi direcionado mediante a um desvio
feito na tubulação do esgoto do Setor de Processamento de Leite e Derivados e
armazenado em reservatório coletor de capacidade de 500 litros, localizada no
Bloco da Agroindústria (FERREIRA NETO et al., 2017). E
por fim, a água de poço foi coletada em um poço artesiano localizado próximo ao
Bloco de Agroindústria.
O delineamento experimental foi
realizado utilizando-se de blocos inteiramente casualizados, com cinco (05)
tratamentos e cinco (05) repetições. A parcela experimental foi composta por cinco
(05) plantas e os tratamentos resultantes foram os seguintes: Água do poço
artesiano (PA); Água dos sistemas de ar condicionado (AC); Combinação (50% de
AC + 50% de PA); Combinação (50% de AC + 50% de EA); Efluente agroindustrial
(EA).
Foram
utilizadas sementes de graviola, cultivar Morada, oriundas de feiras e/ou
supermercados do município de Sousa-PB como materiais propagadores. Essas
sementes foram retiradas manualmente de frutos sadios e maduros, em seguida
foram lavadas a fim de retirar todo resquício de polpa e, posteriormente, foram
mantidas à sombra em local arejado para secagem durante uma semana. É
importante frisar que não foi efetuado nenhum tratamento prévio que pudesse
facilitar seu processo germinativo.
O substrato foi
preparado misturando-se manualmente o solo e esterco bovino na proporção 2:1
v/v. Após a homogeneização do substrato, sacos de poliestireno de capacidade de
2 litros foram preenchidos e encaminhados ao viveiro de mudas. Em seguida, foi
separada uma amostra do substrato para a realização da análise química feita no Laboratório de Análises de
Solo, Água e Planta (LASAP), do IFPB Campus Sousa – PB, conforme Tabela 1.
Tabela 1. Análise química do substrato preparado para o
experimento, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Paraíba,
Campus Sousa |
|||||||||||
pH |
P |
K |
Na |
Ca |
Mg |
Al |
H+Al |
SB |
CTC |
MO |
PST |
H2O |
mg dm-3 |
----------------------------------- Cmolc
dm-3 -------------------------- |
g kg-1 |
% |
|||||||
7,6 |
1196 |
3,40 |
0,86 |
7,6 |
0,5 |
0,00 |
0,00 |
12,36 |
12,36 |
24,29 |
7 |
A semeadura foi realizada colocando-se três
sementes, em uma profundidade média de 2,0 cm em cada recipiente e
recobrindo-as com uma fina camada de substrato, totalizando, assim, 100
recipientes distribuídos em um ambiente protegido conforme os tratamentos
utilizados na pesquisa. A irrigação foi efetuada diariamente, fornecendo de
água suficiente para manter a umidade do substrato próximo à capacidade de
campo. Durante o período de condução do experimento, não foi feita nenhuma
adubação em cobertura. O desbaste foi realizado manualmente com o auxílio de
uma tesoura após 90 dias após a semeadura (DAS).
Durante
o período experimental foram coletadas amostras de águas em três fases
distintas para serem analisadas: a primeira no início, a segunda após 45 DAS e a
terceira com 90 DAS que corresponde ao fim do experimento e encaminhadas para o
LASAP, do IFPB, Campus Sousa (Tabela 2).
Tabela
2.
Análise química das águas de irrigação (valores médios). Instituto Federal de
Educação, Ciência e Tecnologia da Paraíba, Campus Sousa. |
||||||||||||||||||||
Fonte |
pH |
CE |
K |
Na |
Ca |
Mg |
SO4 |
CO32- |
HCO3- |
Cl- |
CSR |
NaCl |
CaCO3 |
RAS |
||||||
dS m-1 ------------------ mmolc-------------------------
-------------- -------mg L-1 -------- (mmolc
L) |
||||||||||||||||||||
PA |
8,0 |
0,98 |
1,33 |
10,1 |
2,3 |
2,0 |
0,37 |
0,50 |
7,0 |
4,4 |
6,0 |
467 |
388 |
6,11 |
||||||
AC |
6,9 |
0,05 |
0,22 |
0,06 |
0,16 |
0,1 |
0,09 |
0,00 |
3,8 |
0,7 |
3,6 |
16,6 |
18,8 |
0,09 |
||||||
AC + PA |
8,0 |
0,54 |
0,83 |
3,4 |
1,5 |
1,2 |
0,14 |
0,42 |
6,2 |
2,2 |
3,6 |
265 |
226 |
2,94 |
||||||
EA + AC |
5,9 |
0,65 |
1,3 |
4,3 |
0,9 |
0,6 |
0,28 |
0,00 |
3,6 |
5,4 |
5,3 |
311 |
263 |
4,72 |
||||||
EA |
5,5 |
1,23 |
3,7 |
11,2 |
2,2 |
1,0 |
0,41 |
0,00 |
6,4 |
5,8 |
4,9 |
576 |
487 |
8,4 |
||||||
PA= Poço Artesiano; AC= Ar condicionado; AC+PA = 50%Ar condicionado +
50% Poço Artesiano;EA + AC
= 50% Efluente agroindustrial + 50% Ar
condicionado; EA= Efluente agroindustrial. |
||||||||||||||||||||
As
características morfológicas altura de planta – AP (obtido pela distância entre
a região do colo e a gema apical do ramo principal), diâmetro do caule - DC
(obtido pela medição das plantas a dois centímetros acima do colo, com o
auxílio de um paquímetro digital) e número de folhas - NF (obtido pela contagem
total do número de folhas totalmente expandidas) foram mensurados aos 30, 60 e
90 (DAS).
Após os 90 (DAS) foram determinadas as variáveis: massa
fresca da parte aérea (MFPA), massa fresca da raiz (MFR), massa seca da parte
aérea (MSPA) e da raiz (MSR), esta última obtida pela separação da raiz através
de um corte na região do colo, posteriormente acondicionadas em sacos de papel,
devidamente etiquetadas e secadas em estufa a 65°C, com circulação forçada de
ar até peso constante.
Analise química do solo: Ao final do experimento foram coletados ainda amostras
de solo em cada parcela experimental para determinação do pH
e os teores de fósforo (P), potássio (K), sódio (Na), cálcio (Ca), magnésio
(Mg), matéria orgânica (MO) e porcentagem de sódio trocável (PST) com o
objetivo de verificar possíveis mudanças nas características do solo durante o
período experimental, analisada conforme
a metodologia da EMBRAPA (1997) no LASAP do IFPB, Campus Sousa.
Os
resultados foram submetidos à Análise de Variância (ANOVA) e as médias,
comparadas pelo teste de Tukey, a 5% de probabilidade, através do programa -
SISVAR (FERREIRA, 2011).
RESULTADOS
E DISCUSSÃO
A análise dos
resultados no desenvolvimento das mudas de gravioleira apresenta valores
significativos (p<0,05) para as variáveis, altura de planta (AP) aos 30 e 60
(DAS), diâmetro do caule (DC) em 30 (DAS), massa
fresca (raiz) e massa seca (raiz) em 90 (DAS). O número de folhas (NF), Massa
fresca da parte aérea (MFPA) e Massa seca da pare aérea (MSPA) apresentaram resultados
significativos.
A altura de
planta (AP) apresentou efeitos significativos nos tratamentos T1 e T3 nos 30
(DAS).. Entretando, constatou que o T2 inferiu incremento na AP de 37% de 60 para
90 (DAS) nos períodos coletados (tabela 3). Percebe-se que os tratamentos com menores
Condutividades elétrica (CE) propiciaram melhores resultados e com aumento da
salinidade da água um decréscimo (tabela 2). Resultados obtidos por Cavalcante et al. (2001) com uso de água salina de até 10,0 dS m-1constatou a redução no crescimento das plantas de
gravioleira em razão do estresse salino.
Ao comparar
esses resultados com outros obtidos em mamoeiro (BEZERRA et
al., 2019), cajueiro (PEREIRA JUNIOR et al., 2018) e maracujazeiro (LIMA et
al., 2019), constatou-se resultados expressivos irrigados com água dos sistema
de ar condicionados, por outro lado,
redução a medida que foram aumentando a salinidade promovido pelo
efluente agroindustrial.
Tabela 3. Altura das mudas de graviola, irrigadas com
diferentes tipos de água. |
|||
Após aplicação dos
tratamentos |
|||
Tratamentos |
30 dias |
60 dias |
90 dias |
T1 |
13,03 a |
16,49 b |
20,91 c |
T2 |
10,50 bc |
18,82 a |
25,70 a |
T3 |
12,05 ab |
16,28 b |
22,89 b |
T4 |
10,39 bc |
14,80 c |
20,34 c |
T5 |
9,98 c |
14,18 c |
20,61 c |
CV % |
8,11 |
3,97 |
9,19 |
T1= Poço Artesiano; T2= Ar
condicionado; T3 = 50%Ar condicionado + 50% Poço Artesiano; T4 = 50% Efluente
agroindustrial + 50% Ar condicionado; T5= Efluente agroindustrial. Médias
seguidas, em coluna, com letras diferentes apresentaram efeitos significativo
a nível de (p<0,05) pelo teste Tukey. |
Em trabalho com
mudas de goiabeira irrigadas com diferentes tipos de águas, Nóbrega et al. (2017) constataram maiores alturas para as mudas que
foram irrigadas com água de ar condicionado.
Nos tratamentos
T1, T4 e T5 aos 90 (DAS) na tabela 3, constatou-se as menores alturas, cujos efeitos
podem estar relacionados à salinidade em virtude da deposição de sais no substrato,
o que provocou uma diminuição do potencial osmótico da solução do solo,
acarretando, assim, um atraso no período de embebição das sementes e,
consequentemente, o desenvolvimento das plântulas (NOBRE et
al., 2003).
Não se observou
diferença significativa para o diâmetro do caule aos 60 e 90 (DAS). Aos 30
(DAS) o tratamento T1 evidenciou resultado superior, porém não diferindo
estatisticamente dos tratamentos T2 e T3 (tabela 4) ,
enquanto que a menor média foi obtido pelo T5 irrigado com efluente
agroindustrial.
Tabela 4. Diâmetros do caule das mudas de graviola, irrigadas com
diferentes tipos de água. |
|||
Após aplicação dos
tratamentos |
|||
Tratamentos |
30 dias |
60 dias |
90 dias |
T1 |
2,02 a |
2,33 a |
2,65 a |
T2 |
1,73 ab |
2,41 a |
2,82 a |
T3 |
1,92 ab |
2,23 a |
2,88 a |
T4 |
1,65 bc |
2,08 a |
2,39 a |
T5 |
1,52 c |
1,83 a |
2,36 a |
CV % |
8,33 |
16,94 |
15,43 |
T1= Poço Artesiano; T2= Ar
condicionado; T3 = 50%Ar condicionado + 50% Poço Artesiano; T4 = 50% Efluente
agroindustrial + 50% Ar condicionado; T5= Efluente agroindustrial. Médias
seguidas, em coluna, com letras diferentes apresentaram efeitos significativo
a nível de (p<0,050) pelo teste Tukey. |
O aumento da
quantidade de sais depositados nos substratos pelas águas de irrigação afeta
consideravelmente o desenvolvimento morfológico das mudas, tanto que se observaram
os menores diâmetros no T5, aonde se tem os maiores teores de sais,
principalmente o sódio, e CE média de 1,23 dS.m−1
(vide Tabela 2). Resultado semelhante foi encontrado por Nobre et al. (2003) em seu trabalho com a germinação e formação de
mudas enxertadas de gravioleira sob estresse salino. Os autores atribuíram seus
resultados ao aumento da salinidade nas águas de irrigação.
Quanto ao número
de folhas (NF), os maiores valores foram observados no T2 aos 60 (DAS), a mesma
tendência foi seguida aos 90 (DAS), indicando que águas de irrigação com baixos
teores de sais promovem um maior e melhor desenvolvimento das folhas.
Comparando os
parâmetros morfológicos AP, DC e NF, verificou-se que este último foi o mais
afetado pelo efeito da salinidade, pois Kyoro (2000)
afirma que a redução do tamanho e do número de folhas indica que a frutífera
está sob um elevado nível de estresse salino.
Tabela 5. Número de folhas de mudas de graviola, irrigadas com diferentes tipos
de água. |
|||
Após aplicação dos
tratamentos |
|||
Tratamentos |
30 dias |
60 dias |
90 dias |
T1 |
5,13 a |
8,25 bc |
11,82 c |
T2 |
4,13 a |
9,97 a |
14,65 a |
T3 |
4,95 a |
8,21 bc |
12,93 bc |
T4 |
4,10 a |
7,46 c |
11,83 c |
T5 |
3,80 a |
7,67 c |
12,54 c |
CV % |
14,15 |
10,45 |
6,24 |
T1= Poço Artesiano; T2= Ar
condicionado; T3 = 50%Ar condicionado + 50% Poço Artesiano; T4 = 50% Efluente
agroindustrial + 50% Ar condicionado; T5= Efluente agroindustrial. Médias
seguidas, em coluna, com letras diferentes apresentaram efeitos significativo
a nível de
(p<0,050) pelo teste Tukey. |
Os resultados
obtidos para a massa fresca da parte área (MFPA), massa fresca da raiz (MFR),
massa seca da parte aérea (MSPA) e massa seda da raiz (MSR) apresentaram
diferença significativos entre os tratamentos (tabela 6), verifica-se que as
maiores médias foram registradas pelos tratamentos T2 e T3, provavelmente os baixos teores
salinos dos tratamentos utilizadas pra irrigação (tabela 2) colaboraram para
esse comportamento, exceto para o tratamento T1, que apesar dos teores salinos
elevados, demonstrou mais eficiente para massa fresca da raiz (14,76 g) e massa
seca da raiz (11,32 g). É importante
destacar que, os menores valores ocorreram quando irrigados pelos os tratamentos
T4 e T5. Estes resultados mostram o
quanto salinidade do efluente agroindustrial interfere negativamente no
desenvolvimento dos órgãos de absorção de água e nutrientes das mudas de
gravioleira, em especial as raízes.
Tabela
6. Massa fresca e seca da parte aérea e raiz
de mudas de gravioleira, aos 90 dias irrigados com diferentes tipos de água. |
|||||
Tratamentos |
Massa da Fresca |
Massa Seca |
|||
Aérea |
Raiz |
Aérea |
Raiz |
||
T1 |
18,88 a |
14,76 a |
12,44 b |
11,32 a |
|
T2 |
18,51 b |
11,56 b |
12,72 a |
8,55 b |
|
T3 |
18,48 bc |
11,98 b |
12,04 b |
8,99 b |
|
T4 |
18,65 b |
8,80 c |
11,48 c |
5,99 c |
|
T5 |
16,62 c |
7,98 c |
10,63 c |
6,19 c |
|
CV % |
4,55 |
6,93 |
4,08 |
13,23 |
|
T1= Poço
Artesiano; T2= Ar condicionado; T3 = 50%Ar condicionado + 50% Poço Artesiano;
T4 = 50% Efluente agroindustrial + 50% Ar condicionado; T5= Efluente
agroindustrial. Médias seguidas, em coluna, com letras diferentes
apresentaram efeitos significativo a nível de (p<0,05) pelo teste Tukey. |
|||||
Estes resultados
divergem dos encontrados por Cavalcante et al (2001)
que afirmam que águas de irrigação com uma CE de até 2,0 dS.m−1
promovem efeitos positivos tanto na MFPA, como também na MFR no desenvolvimento
inicial de mudas de gravioleira.
Em relação à
massa seca, verificou diferenças significativas para a parte aérea, porém na
parte radicular, observou-se significância para os tratamentos T1, T2 e T3, com
destaque para o tratamento T1 (água de poço artesiano). Resultado semelhante
foi encontrado por Neto et al. (2017) ao avaliar a MFR
do feijão guandu e da soja irrigados com água de poço artesiano e de ar
condicionado. Os autores atribuem esse comportamento ao estresse salino que faz
com que plantas alonguem suas raízes em busca de mais nutrientes. As mudas
irrigadas com os T4 e T5 apresentaram os menores resultados, que podem ser
atribuídos à má qualidade do efluente agroindustrial.
É importante
frisar alterações no equilíbrio nutricional e fisiológicos provocados pelo
estresse salino podem influenciar diretamente na conversão de carbono
assimilado pelas plantas, promovendo, assim, reduções no crescimento e na
biomassa das culturas (TAIZ; ZEIGER, 2013).
Conforme a
análise de variância houve diferença significativa (p<0,05) para o pH do solo, embora demonstrem significância pelo fato de o
pH permanecer alcalino (tabela 7). Comparando os tratamentos, o T1 elevou o pH do solo, enquanto que o T5 apresentou o menor valor,
entretanto o aumento de pH em todos os tratamentos pode ser atribuído à
concentração de sódio presente nas águas de irrigação. Segundo Pinto e Silva
(1997), a gravioleira, por ser a mais tropical de todas as anonáceas, é pouco
exigente em relação ao fator fertilidade, embora requeira solos ricos em
material orgânico e com o pH ligeiramente ácido em
torno de 6,0 a 6,5. Diante do exposto, a alcalinidade do substrato pode ter
influenciado de maneira negativa e significativa no desenvolvimento das mudas
de graviola.
Tabela 7. Características químicas do solo após o término do
experimento, irrigados com diferentes tipos de águas |
||||||
Características
químicas (fertilidade do
solo) |
Tratamentos |
|
||||
T1 |
T2 |
T3 |
T4 |
T5 |
CV(%) |
|
pH |
8,60 b |
8,40 bc |
8,38 bc |
8,38 bc |
8,28 c |
1,34 |
Fósforo (mg dm-3
) |
1,37 a |
1,45 a |
1,42 a |
1,33 a |
1,40 a |
6,25 |
Potássio (cmolcdm-3) |
2,46 b |
2,65 b |
2,66 b |
2,27 b |
1,60 c |
9,23 |
Sódio (cmolcdm-3) |
1,61 a |
0,47 c |
1,05 b |
1,31 a |
1,35 a |
7,02 |
Cálcio (cmolcdm-3) |
6,00 a |
6,75 a |
6,65 a |
6,05 a |
7,05 a |
8,02 |
Magnésio (cmolcdm-3) |
1,53 c |
1,45 c |
1,40 c |
1,80 b |
2,05 b |
6,75 |
Material Orgânico (g kg-1) |
33,95 ab |
35,57 a |
30,88 c |
33,24 abc |
31,65 bc |
3,83 |
PST % |
13,75 a |
3,75 c |
8,75 b |
11,50 a |
11,00 a |
8,11 |
T1= Poço Artesiano; T2= Ar condicionado; T3 = 50%Ar
condicionado + 50% Poço Artesiano; T4 = 50% Efluente agroindustrial + 50% Ar
condicionado; T5= Efluente agroindustrial. Médias seguidas, em linha,
com letras diferentes apresentaram efeitos significativo a
nível de (p<0,05) pelo teste
Tukey. |
As concentrações de P, Mg+2 e Ca+2
no solo não demonstraram diferenças significativas entre os tratamentos, embora
a concentração do P tenha permanecido baixa, enquanto que as do Ca+2
e, principalmente, Mg+2 tenham se elevado. Esperava-se que os solos
irrigados com os tratamentos T1 e T5 deveriam expressar maiores teores de
cálcio e magnésio e menor no T2, entretanto não foi o que ocorreu (Tabelas 2,3
e 4).
Em
cultivos irrigados com água de boa qualidade, Penteado (2004) afirma que o
cálcio tem mais importância como nutriente na agricultura orgânica; o mesmo
autor considera como níveis adequados no solo a relação entre Ca2+ e
Mg2+ de 3:1. Entretanto, de acordo com Garcia et al. (2008), a importância das relações entre os cátions
trocáveis, como Ca2+ e Mg2+ no solo, tem sido motivo de
controvérsias.
Em relação aos teores de K+ no solo, houve
diferença significativa (p<0,05). Os tratamentos T1, T2, T3 e T4
apresentaram maiores concentrações de K+ em relação ao T5, conforme
mostrado na Tabela 9. É importante ressaltar que o valor médio do teor de K+
nos quatro tratamentos supracitados corresponde a 73,82% do teor inicial do
substrato (Tabela 1).
Os teores de Na+ apresentaram diferenças
significativas nos tratamentos T1, T3 e T5 que apontaram maiores valores quando
comparandos os T2 e T3. Segundo Freitas et al. (2012),
quando o pH, a condutividade elétrica e a sodicidade da água de irrigação se
encontram em condições prejudiciais às espécies vegetais, poderá haver uma
queda no desempenho da cultura.
A percentagem de sódio trocável (PST) no solo pode ser
elevada dependendo da quantidade de sódio presente na água de irrigação, o que
acarretará dificuldades de a água ser utilizada pela planta. (SOUSA et al., 2008). Fato este observado no tratamento T1, cujo
maior teor de sódio (1,61 cmolcdm−3)
é também aonde se verifica a maior PST. Vale ressaltar que, segundo a
classificação, o solo do T2 é o único que se encontra dentro da faixa (0-7%)
que não trará maiores problemas para o cultivo de maiores culturas.
O teor da
matéria orgânica (MO) é um parâmetro que avalia indiretamente a disponibilidade
de nitrogênio no solo, macronutriente fundamental
para o desenvolvimento das plantas (PES; ARENHARDT, 2015). Os tratamentos T1 e
T2 apresentaram resultados significativos (p<0,05) em relação aos demais
tratamentos. Porém, segundo a classificação dos solos em relação ao teor de MO,
todos os tratamentos são classificados como teor de MO médio (2,6 – 5,0%)
(BRASIL, 2004), conforme mostrado na Tabela 7. Como a gravioleira é uma
frutífera que requer solos ricos em matéria orgânica para se desenvolver (PINTO;
SILVA, 1995), então se tem os tratamentos T1 e T2 como meio mais propício ao
desenvolvimento de mudas.
Segundo Sá
(2015), o aumento da matéria orgânica promove melhorias na estrutura do solo,
bem como nos processos de floculação e formação de agregados, garantindo uma
melhoria na infiltração da água de irrigação, o que pode reduzir os índices de
salinidade. Estes resultados foram encontrados por Sousa et
al (2008) ao avaliar os substratos e biofertilizantes na produção de mudas de
maracujazeiro amarelo sob irrigação com água salina.
CONCLUSÕES
A água de ar
condicionado é indicada para a produção de mudas de gravioleira.
O efluente
agroindustrial afeta de forma negativa o crescimento de mudas de gravioleira em
virtude dos elevados teores de sódio e cloreto.
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