Revista Verde

ISSN 1981-8203

Pombal, Para�ba, Brasil

v. 16, n.2, abr.-jun, p.137-144, 2021

doi: 10.18378/rvads.v16i2.8499

 

Crescimento e altera��o metab�lica do meloeiro adubado com biofertilizantes comerciais

 

Growth and metabolic change of the muskmelon fertilized with biofertilizer commercials

 

Crecimiento y alteraci�n metab�lica del mel�n fertilizado con biofertilizantes comerciales

 

Juliana Leite da Silva�cone

Descri��o gerada automaticamente1, Kecio Emanuel dos Santos Silva�cone

Descri��o gerada automaticamente2, Daniel Nunes Sodr� Rocha�cone

Descri��o gerada automaticamente3, Thais Cristina da Silva Barbosa�cone

Descri��o gerada automaticamente4, Zezia Ver�nica Silva Ramos Oliveira�cone

Descri��o gerada automaticamente5, Alessandro Carlos Mesquita�cone

Descri��o gerada automaticamente6

 

1Graduanda em Engenharia Agron�mica, Universidade do Estado da Bahia, Juazeiro, Bahia, juliana1697@outlook.com. 2Graduando em Engenharia Agron�mica, Universidade do Estado da Bahia, Juazeiro, Bahia, kecio_emanuel@hotmail.com. 3Graduando em Engenharia de Bioprocessos e Biotecnologia, Universidade do Estado da Bahia, Juazeiro, Bahia, danielnunesif@gmail.com.4Graduanda em Engenharia Agron�mica, Universidade do Estado da Bahia, Juazeiro, Bahia, thais24cris@gmail.com. 5Mestre em Agronomia/Horticultura Irrigada, Universidade do Estado da Bahia, Juazeiro, Bahia, zezia_oliveira@hotmail.com. 6Professor Doutor da Universidade do Estado da Bahia, Juazeiro, Bahia, alessandro.mesq@yahoo.com.br.

 

 

Recebido: 14/10/2020; Aprovado: 11/03/2021

 

Resumo: Na regi�o do Subm�dio Vale do S�o Francisco, o manejo da aduba��o convencional no cultivo do mel�o tem destaque, contudo, o uso constante desses fertilizantes tem promovido uma busca por manejos alternativos que busquem reduzir os impactos ambientais e melhorando a produtividade. O uso de biofertilizantes tem sido uma alternativa para produ��o de muitas culturas, dentre elas o meloeiro, pois este produto tem a capacidade de fornecer nutrientes essenciais �s plantas. Logo, este estudo tem com o objetivo avaliar a influencia de diferentes doses de dois biofertilizantes, no crescimento e metabolismo do meloeiro (cv. Gold Mine) ao longo do seu ciclo. O delineamento experimental utilizado foi em blocos casualizados, no esquema fatorial 5x3, compreendendo dois tipos de biofertilizantes (Algamare e Vorax), combinados em cinco dosagens: (dosagens 1 � �gua (controle); 2 - 288/40 �l; 3 - 576/80 �l; 4 - 1.152/160 �l; 5 - 2.304/320 �l) e tr�s �pocas de avalia��o (30, 45 e 60 DAT), com tr�s repeti��es. Como vari�veis de crescimento avaliaram-se: altura da planta, di�metro do colo, �rea foliar, n�mero de folhas. As vari�veis bioqu�micas analisadas foram: teor de clorofila, atividade da enzima nitrato redutase (tecido foliar), a��cares redutores, a��cares sol�veis totais, prote�nas sol�veis totais e prolina.Concluiu-se que a utiliza��o do biofertilizante na cultura do meloeiro promoveu incremento no crescimento e metabolismo da planta, contribuindo com o aumento do n�mero de folhas, do teor de clorofila, �rea foliar da planta, atividade da enzima nitrato redutase e do amino�cido prolina. Recomenda-se a combina��o dos biofertilizantes Algamare e Vorax na dosagem de 576/80 �l, respectivamente.

 

Palavras-chave: Aduba��o; Cucumis melo; Fertilizante org�nico.

 

Abstract: The region of the Subm�dio Vale do S�o Francisco he management of conventional fertilization in the cultivation of melon is highlighted, however, the constant use of these fertilizers has promoted a search for alternative managements that seek to reduce environmental impacts and improving productivity. The use of biofertilizers has been an alternative for the production of many crops, including melon, as this product has the ability to supply some essential nutrients to plants. This study aims to evaluate the influence of different doses of two biofertilizers (Algamare� and Vorax�), on the growth and metabolism of melon (cv. Gold Mine) throughout its cycle. The experimental design used was in randomized blocks, in a 5x3 factorial scheme, comprising two types of biofertilizers (Algamare� and Vorax�), combined into five dosages: (dosages 1 - water (control); 2 - 288/40 �l; 3 - 576/80 �l; 4 - 1.152/160 �l; 5 - 2.304/320 �l) and three evaluation periods (30, 45 e 60 DAT), with three repetitions. The following growth variables were evaluated: plant height, stem diameter, leaf area, number of leaves. The biochemical variables analyzed were: chlorophyll content, activity of the enzyme nitrate reductase (leaf tissue), reducing sugars, total soluble sugars, total soluble proteins and proline. It was concluded that the use of the biofertilizer in the melon crop promoted an increase in the growth and metabolism of the plant, contributing to the increase in the number of leaves, the chlorophyll content, leaf area of the plant, activity of the enzyme nitrate reductase and the amino acid proline. It is recommended to combine the biofertilizers Algamare and Vorax in the dosage of 576/80 �l, respectively.
 
Key words: Fertilizing; Cucumis melo; Organic fertilizer.
 
Resumen: La regi�n del Subm�dio Vale do S�o Francisco se destaca el manejo de la fertilizaci�n convencional en el cultivo del mel�n, sin embargo, el uso constante de estos fertilizantes ha promovido una b�squeda de manejos alternativos que busquen reducir los impactos ambientales y mejorar la productividad. El uso de biofertilizantes ha sido una alternativa para la producci�n de muchos cultivos, incluido el mel�n, ya que este producto tiene la capacidad de aportar algunos nutrientes esenciales a las plantas. Este estudio tiene como objetivo evaluar la influencia de diferentes dosis de dos biofertilizantes (Algamare y Vorax), sobre el crecimiento y metabolismo del mel�n (cv. Gold Mine) a lo largo de su ciclo. El dise�o experimental utilizado fue en bloques al azar, en un esquema factorial 5x3, compuesto por dos tipos de biofertilizantes (Algamare y Vorax), conjunto en cinco dosis: (dosis - water (control); 2 - 288/40 �l; 3 - 576/80 �l; 4 - 1.152/160 �l; 5 - 2.304/320 �l) y tres periodos de evaluaci�n (30, 45 e 60 DAT), con tres repeticiones. Se evaluaron las siguientes variables de crecimiento: altura de la planta, di�metro del tallo, �rea foliar, n�mero de hojas. Las variables bioqu�micas analizadas fueron: contenido de clorofila, actividad de la enzima nitrato reductasa (tejido foliar), az�cares reductores, az�cares solubles totales, prote�nas solubles totales y prolina. Se concluy� que el uso del biofertilizante en el cultivo del mel�n promovi� un aumento en el crecimiento y metabolismo de la planta, contribuyendo al aumento del n�mero de hojas, el contenido de clorofila, el �rea foliar de la planta, la actividad. de la enzima nitrato reductasa y el amino�cido prolina. Se recomienda combinar los biofertilizantes Algamare� y Vorax� en la dosis de 576/80 �l, respectivamente.
 
Palabras Clave: Fertilizante; Cucumis melo; Fertilizante org�nico.

 

INTRODU��O

 

O mel�o (Cucumis melo L.) possui alto potencial produtivo e comercial, com �tima adapta��o a regi�es de clima quente e seco, contudo, o uso indiscriminado de pesticidas e fertilizantes qu�micos altamente sol�veis nas culturas tem contribu�do para o aumento nos n�veis de degrada��o e empobrecimento dos solos, acarretando na redu��o da produ��o agr�cola e da biodiversidade nos agroecossistemas, al�m de fazer mal a sa�de humana (ALVES; CUNHA, 2012). A cultura tem aptid�o para ser produzida praticamente em todo o territ�rio brasileiro, com maior express�o socioecon�mica no Nordeste, onde ocupa lugar de destaque em volume produzido e quantidade exportada dentre as demais hort�colas (ANU�RIO, 2020).

A cultura do mel�o transformou-se em um dos mais importantes produtos do agroneg�cio brasileiro, conquistando espa�os nos mercados nacionais e internacionais. Em 2018 foram exportadas 251,641 mil toneladas da fruta, com valor da produ��o estimado em US$ 160,39 milh�es (ANU�RIO, 2020). Os principais centros produtores do Brasil s�o a regi�o de Mossor� e A�u, no estado do Rio Grande do Norte e do Baixo Jaguaribe no Cear�, j� a regi�o do Vale do S�o Francisco se destaca nos estados de Pernambuco e Bahia, principalmente, pelas suas condi��es clim�ticas e o uso da irriga��o (MESQUITA et al., 2014).

No meloeiro, um dos pontos de maior import�ncia e tamb�m limitante � produ��o � a aduba��o, principalmente quando direcionada ao cultivo de oler�ceas (SOUZA et al., 2015). Sabe-se que os fertilizantes usualmente utilizados representam de 25 a 50% do custo final de produ��o, sendo esta uma das justificativas pelas quais o uso de produtos alternativos como biofertilizantes vem crescendo em todo o Brasil (SANTOS et al., 2014). O uso de produtos org�nicos tem se tornado uma alternativa vi�vel para assegurar a aceita��o do mel�o produzido no Brasil pelo mercado internacional, bem como aumentar seu valor de comercializa��o (MESQUITA et al., 2014). Al�m disso, os mesmos podem propiciar efeitos ben�ficos aos solos e ao ambiente, dentre eles, podemos citar: velocidade de infiltra��o e armazenagem da �gua; melhoria na aera��o, acelera��o da atividade microbiana e redu��o da eros�o do solo; melhoria no impacto da polui��o da �gua e a emiss�o de gases que provocam o efeito estufa.

Segundo Rodriguez et al. (2013), os biofertilizantes s�o uma gama de produtos que cont�m princ�pios ativos, os quais atuam sobre a fisiologia das plantas, aumentando o crescimento e desenvolvimento vegetal, assim como o rendimento e qualidade dos frutos. Entretanto, existem poucos estudos relacionados � fisiologia vegetal e principalmente, em rela��o ao metabolismo dos nutrientes, quando se utiliza o biofertilizante (SANTOS et al., 2019; BATISTA et al., 2019), sendo abordados aspectos enzim�ticos do metabolismo do nitrog�nio e dos constituintes bioqu�micos (amino�cidos, prote�nas, a��cares), al�m dos aspectos de p�s-colheita dos frutos. Desta forma, se faz importante � realiza��o de pesquisas sobre os efeitos dos biofertilizantes em fun��o das doses, frequ�ncias e �pocas de aplica��o no crescimento e desenvolvimento da planta e que sejam mais eficientes na cultura do meloeiro.

O presente trabalho tem como objetivo, verificar as altera��es no crescimento e metabolismo que ocorre com a cultura do meloeiro em fun��o da aplica��o de doses de dois biofertilizantes nas condi��es do Subm�dio Vale do S�o Francisco, Juazeiro/BA.

 

MATERIAL E M�TODOS

 

O experimento foi conduzido no per�odo de fevereiro a maio de 2018, no campo experimental da Universidade do Estado da Bahia-UNEB, localizado no munic�pio de Juazeiro-BA (9� 25�44�S, 40� 32�14�O, altitude 384 m). Segundo K�ppen, o clima da regi�o � quente, semi�rido, com m�dia de temperatura e umidade relativa de 26,3�C e 60%, respectivamente. O delineamento experimental utilizado foi em blocos casualizados, em esquema fatorial 5x3, compreendendo dois biofertilizantes (Algamare e Vorax), combinados entre si em cinco doses (dosagens 1 � �gua (controle); 2 - 288/40 �l; 3 - 576/80 �l; 4 - 1.152/160 �l; 5 - 2.304/320 �l) e tr�s �pocas de avalia��o (30, 45 e 60 DAT), com tr�s repeti��es. Cada parcela experimental foi composta por oito plantas com as mesmas dimens�es, utilizando-se de seis plantas uteis para as avalia��es.

Os tratamentos descritos acima foram compostos pela combina��o dos biofertilizantes, sendo que para o Algamare foram utilizadas as dosagens: 1- �gua (controle); 2- 288 �l; 3- 576 �l; 4- 1.152 �l; e 5- 2.304 �l; e para o Vorax: 1- �gua (controle); 2- 40 �l; 3- 80 �l; 4- 160 �l; e 5- 320 �l. respectivamente, conforme recomenda��o do especialista da empresa. Cada dosagem foi dilu�da em 300 mL de �gua e � aplica��o foi feita via foliar, em tr�s diferentes �pocas (23, 38 e 45 DAT).

De acordo com as informa��es contidas na embalagem do produto Algamare, sua composi��o garante 61,4 g L-1 de K2O e 81,2 g L-1 de carbono org�nico total, tendo como mat�ria-prima extrato de algas, sendo ent�o classificado como fertilizante foliar organomineral. O Vorax � um fertilizante foliar org�nico, com garantia de 50 g L-1 de nitrog�nio, 225 g L-1 de carbono org�nico total, e mat�ria prima principal am�nia anidra, �gua, mela�o de cana-de-a��car e �cido fosf�rico.

As fontes utilizadas para a aduba��o de funda��o e consequentemente fornecimento dos nutrientes N (10 kg/ha), P (10kg/ha), K (10kg/ha), Ca (2 kg/ha) e Mg (25 kg/ha) foram respectivamente: torta de mamona, fosfato de Yoorin Master, Ekosil, Commax Algas e Sulfato de magn�sio, de acordo com o recomendado para a cultura na regi�o. A semeadura foi realizada em bandejas de isopor e ap�s 15 dias foram transplantadas para o campo, a cultivar de mel�o utilizada foi o Gold Mine tipo amarelo. A irriga��o foi realizada via gotejo e as demais pr�ticas culturais e manejo obedeceram �s necessidades da cultura no estado.

As an�lises foram realizadas aos 30, 45 e 60 dias ap�s o transplantio (DAT) observando-se: altura da planta (r�gua milim�trica), di�metro do colo (paqu�metro digital), n�mero de folhas (contagem), comprimento e largura da folha (r�gua milim�trica), �ndice de Falker (clorofil�metro), �ndice de �rea foliar (medidor de �rea foliar port�til marca CID Bio Science, modelo CI-203). As leituras do �ndice de Falker foram feitas utilizando-se duas folhas/planta, com aux�lio do clorofil�metro da marca comercial CLOROFILOG, modelo CFL 1030 (FALKER, 2008), que estima de forma indireta os teores de Clorofila.

As an�lises bioqu�micas foram realizadas aos 30, 45 e 60 DAT. Os extratos foram obtidos a partir do material vegetal (tecido foliar) macerados em tamp�o fosfato de pot�ssio, pH 7,0 e centrifugados para obten��o do sobrenadante, onde foram quantificadas as seguintes vari�veis: teor de prote�na total (PST) (BRADFORD, 1976), o teor do amino�cido prolina (BATES et al. 1973), teores de a��cares sol�veis totais (AST) (YEMM; WILLIS, 1954) e de a��cares redutores (AR) (MILLER, 1959).

O material vegetal (tecido foliar) foi envolto em papel alum�nio e acondicionado em recipiente refrigerado com gelo. Posteriormente, as amostras de folhas foram maceradas, embebidas em solu��o tamp�o fosfato de pot�ssio (pH 7,0) e centrifugadas para obten��o do sobrenadante, utilizado para determina��o dos a��cares sol�veis totais - AST, segundo metodologia descrita por Yemm e Willis (1954), usando o reagente antrona. Os teores de a��cares redutores - AR, quantificados pelo m�todo Dinitrossalicilato � DNS (MILLER, 1959) usando o �cido dinitrosalicilico como padr�o. O teor de prote�na total quantificado de acordo com a metodologia descrita por (BRADFORD, 1976), usando como padr�o a prote�na bovina (BSA).

A atividade da enzima RN foi mensurada utilizando a metodologia �in vivo� descrita por Keppler et al. (1971) e expressa em NO2- g-1 h-1. As folhas foram coletadas a partir das 6 h da manh�, e logo ap�s cada colheita individual, o material foi colocado em sacos previamente identificados e acondicionados em caixas t�rmicas contendo gelo, a fim de evitar perdas de propriedades pelos tecidos, posteriormente fragmentados tomando-se o cuidado de eliminar bordas e nervuras das folhas. Foi pesado 0,5 g do material, que foi transferido imediatamente ap�s a pesagem para b�queres contendo 8 mL do meio de incuba��o, constitu�do de tamp�o fosfato de pot�ssio 0,1 M (pH 7,5), nitrato de pot�ssio 0,1 M e 1% de n-propanol (v/v). Os b�queres contendo as amostras foram levados para estufa com a temperatura de 37 �C em per�odo de uma 1 h. O meio de rea��o foi constitu�do por 1 mL de sulfanilamida 1% em HCl 1,5 N, 1 mL de N-2-naftil etileno e a quantidade de nitrito formada neste ensaio determinou-se colorimetricamente atrav�s de leituras espectrofotom�tricas do meio de rea��o realizadas a 270 nm e comparadas a uma curva padr�o de nitrito. A atividade da enzima ser� expressa em NO2 g MF-1 h-1.

Os dados de natureza qualitativa e quantitativa foram submetidos a an�lises de vari�ncia pelo teste F, Tukey e an�lise de regress�o polinomial de acordo com o n�vel de signific�ncia de 1 e 5% de probabilidade. As an�lises estat�sticas foram realizadas com aux�lio do software Sisvar 5.6 (FERREIRA, 2011).

 

RESULTADOS E DISCUSS�O

 

Houve efeito significativo de forma isolada para as vari�veis: comprimento e di�metro do ramo; �rea foliar; clorofila, prote�na total, a��car sol�vel total e prolina. Foi observado efeito significativo interativo para as vari�veis: numero de folhas e a enzima redutase do nitrato.

Atrav�s dos resultados (Figura 1A) observa-se que para crescimento de ramo do meloeiro nos per�odos avaliados, a coleta aos 30 DAT diferiu em maior comprimento que aos 15 e 45 dias. A diminui��o do comprimento aos 45 dias pode estar relacionada com a diminui��o do n�mero de folhas pr�ximo ao final do ciclo fenol�gico da cultura e a outros fatores, dentre os quais, a redu��o do fornecimento de �gua e ao ataque de doen�as.

 

Figura 1. A: Comprimento de ramos do meloeiro em diferentes per�odos de avalia��o. B: Di�metro de caule do meloeiro em fun��o das doses de biofertilizantes. Sendo as dosagens 1 - �gua; 2 - 288/40 �l; 3 - 576/80 �l; 4 - 1.152/160 �l; 5 - 2.304/320 �l, respectivamente para os produtos Algamare e Vorax.

 

Segundo Batista et al. (2019), alongamento do ramo principal associado ao maior n�mero de folhas mostra que a diversidade de nutrientes essenciais presentes nos biofertilizantes quando usados na dose adequada contribu�ram para o maior desenvolvimento vegetal, com valores similares aos observados neste trabalho. Resultado semelhante ao observado por Shams (2018), que obteve um maior comprimento das plantas em resposta � pulveriza��o foliar com Lithovit� ou extrato de leveduras associado � aplica��o de N mineral + N org�nico em meloeiro.

Cavalcante et al. (2010) e Ben�cio et al. (2012), relatam que para a cultura da melancia, o uso de adubos org�nicos e biofertilizantes, respectivamente, proporcionou um aumento no comprimento do ramo. Alguns autores (SANTOS et al., 2014; SILVA, 2016), relatam que o biofertilizante � um importante suporte nutricional de libera��o r�pida para as plantas.

Para o di�metro de caule, obteve-se comportamento linear decrescente em fun��o das doses dos biofertilizantes (Figura 1B). Observou-se que o maior di�metro foi com a aplica��o de �gua e com a dosagem 2 (288/40 �l respectivamente para os produtos Algamare e Vorax), enquanto que o menor foi observado com a aplica��o da dose m�xima, o que aparentemente demonstra que o aumento na concentra��o pode ter sido prejudicial para o desenvolvimento das plantas. Sousa et al. (2012), avaliando diferentes concentra��es de biofertilizante bovino em milho (Zea mays), obtiveram resultados diferentes, onde o aumento da concentra��o do biofertilizante apresentou um aspecto nutricional positivo para a vari�vel estudada.

Comportamento semelhante aos resultados obtidos neste trabalho foram descritos por Mesquita et al. (2012) e Medeiros et al. (2013), que submeteram mudas de maracujazeiro amarelo (Passiflora edulis) e tomate cereja (Solanum lycopersicum var. cerasiforme), respectivamente, � aduba��o dos substratos com e sem biofertilizante bovino, irrigado com �gua salobra. Esses autores constataram que a aduba��o com biofertilizante amenizou a diminui��o no di�metro do caule. Esse decl�nio em fun��o da aplica��o do biofertilizante bovino apresentou o mesmo comportamento observado na Figura 1B, quando da aplica��o dos biofertilizantes neste trabalho.

Houve intera��o entre as �pocas e doses aplicadas para n�mero de folhas (Figura 2). Aos 30 e 45 DAT, essa vari�vel apresentou comportamento quadr�tico, em que aos 30 dias, o maior valor foi observado com a aplica��o da dose de 2,78 �l correspondente � dose aproximada de 576/80 �l dos biofertilizantes. E aos 45 dias, o maior n�mero de folhas foi obtido na dose 2,72 �l correspondente � mesma dose.

 

Figura 2. N�mero de folhas de meloeiro em fun��o de doses de biofertilizantes.Sendo as dosagens 1 - �gua; 2 - 288/40 �l; 3 - 576/80 �l; 4 - 1.152/160 �l; 5 - 2.304/320 �l, respectivamente para os produtos Algamare e Vorax.

 

No entanto, aos 60 DAT, o n�mero de folhas ajustou-se ao modelo linear decrescente; � medida que aumenta as dosagens, ocorrendo � redu��o no n�mero de folhas, que pode estar associado ao processo de senesc�ncia e abscis�o de algumas folhas ao final do ciclo da cultura. Morais e Maia (2013), avaliando a aplica��o de biofertilizante no crescimento do meloeiro verificaram que para o n�mero de folhas (NF), n�o houve diferen�a em rela��o � aplica��o do biofertilizante, diferindo dos resultados obtidos neste trabalho.

Segundo Batista et al. (2019), na fase inicial de desenvolvimento da cultura, os fotoassimilados s�o direcionados principalmente para a forma��o do sistema radicular e a partir dos 21 dias, principalmente, passa a ter como dreno preferencial a parte a�rea e o crescimento torna-se exponencial at� atingir um valor m�ximo. Esse comportamento pode ser observado aos 30 DAT (Figura 2).

Chiconato et al. (2013), estudando o efeito de biofertilizantes em alface sob dois n�veis de irriga��o, observaram que os tratamentos com biofertilizantes apresentam melhores resultados que a aduba��o mineral, e que proporcionaram maior n�mero de folhas com o aumento das doses de biofertilizantes.

A diminui��o observada do NF no final do ciclo da cultura se deve a v�rios fatores descritos por Morais e Maia (2013), dentre os quais est�o: a diminui��o do fornecimento de �gua nesta �poca para aumentar o teor de s�lidos totais (oBrix) e a senesc�ncia e abscis�o foliar induzida pela distribui��o preferencial de assimilados em dire��o aos frutos.

Para a vari�vel �rea foliar, (Figura 3), n�o ocorreu diferen�a nos valores obtidos aos 45 e 60 DAT, que foram superiores aos valores demonstrados aos 30 dias.

 

Figura 3. �rea foliar do meloeiro aos 30, 45 e 60 dias ap�s o transplantio (DAT).

Esse aumento na �rea foliar tamb�m foi descrito por Morais e Maia (2013), que descreveram para a cultura do meloeiro um aumento na produ��o de mat�ria seca de raiz (MSR), mat�ria seca da parte a�rea (MSPA) e a �rea foliar (AF) com o uso do fertilizante org�nico.

Trabalhos que avaliam a �rea foliar e que foram conduzidos com o uso de biofertilizantes na cultura do meloeiro foram conduzidos por Batista et al. (2019), Dias et al. (2015) e Galbiatti et al. (2011). Eles relatam que a �rea foliar do meloeiro � uma importante medida para avaliar a efici�ncia fotossint�tica da planta. Valores observados neste trabalho foram semelhantes aos obtidos pelos referidos autores

Poderemos inferir uma discuss�o com os trabalhos citados por Mesquita et al. (2014) e Pereira et al. (2010). Dessa forma, o uso de biofertilizante estimulou um acr�scimo no �ndice de �rea foliar das mudas de mamoeiro, segundo Mesquita et al. (2014), onde os autores relatam que percentualmente as mudas de mam�o Hava� tratadas com biofertilizante enriquecido superaram em at� 340% no �ndice de �rea foliar das plantas equiparada aos substratos sem o composto org�nico.

Na avalia��o do crescimento de mudas de maracujazeiro amarelo tratado com esterco bovino l�quido, Pereira et al. (2010), apresentaram resultados que evidenciam o aumento do percentual do insumo em rela��o ao crescimento das plantas em altura, di�metro do caule, �rea foliar, comprimento da raiz principal, fitomassa a�rea e radicular nas mudas de maracujazeiro amarelo.

Avaliando-se os teores relativos de clorofila a em fun��o dos per�odos de avalia��o (Figura 4A), verifica-se que o maior teor foi observado aos 60 DAT. Por�m, ao avaliar os teores relativos de clorofila b, em fun��o dos per�odos de avalia��o (Figura 4B), verifica-se que n�o houve diferen�a significativa entre 45 e 60 DAT. Geralmente, as clorofilas a e b encontram-se na natureza numa propor��o de 3:1 (Mesquita et al., 2015) e essa propor��o indica que a planta n�o sofreu estresse foto-oxidativo.

 

Figura 4. A: Teor de clorofila a do meloeiro em fun��o dos per�odos de coleta. B: Teor de clorofila b do meloeiro em fun��o dos per�odos de coleta. C - Teor de clorofila A no meloeiro em fun��o das doses de biofertilizantes. Sendo as dosagens 1 - �gua; 2 - 288 /40 �l; 3 - 576/80 �l; 4 - 1.152/160 �l; 5 - 2.304/ 320 �l, respectivamente para os produtos Algamare e Vorax.

 

Para os teores de clorofila A em rela��o �s doses dos biofertilizantes foi obtido comportamento quadr�tico (Figura 4C). O maior teor de clorofila (31,1) foi obtido na dose de 3,64 �l do biofertilizante � importante destacar que esse valor � representativo da dosagem 576/80�l, respectivamente para os produtos Algamare e Vorax.

Os maiores teores de clorofila relacionados ao uso do biofertilizante Vorax podem ser justificados devido ao fornecimento de nitrog�nio que o mesmo oferece, sabendo que este elemento � constituinte da mol�cula de clorofila, geralmente existe alta correla��o entre o seu teor e a clorofila nas folhas dos vegetais.

Resultados semelhantes foram observados no trabalho conduzido por Batista et al. (2019), onde o manejo da aduba��o do meloeiro foi realizado com biofertilizantes. Esses autores relatam que a maior exig�ncia nutricional ocorre na fase de crescimento da cultura, onde pode se associar com a maior demanda pelo processo fotossint�tico e consequentemente, maior teor de clorofila.

O biofertilizante incorporado ao solo pode melhorar as propriedades f�sicas, qu�micas e biol�gicas (SILVA et al., 2012; BHARDWAJ et al., 2014), aumentando a atividade microbiana, a mineraliza��o da mat�ria org�nica e a capacidade de reten��o de umidade (FREIRE et al., 2011; ALENCAR et al., 2015), tornando assim os nutrientes mais dispon�veis na solu��o do solo e favorecendo o desenvolvimento das plantas.

Lima et al. (2018), obtiveram resultados significativos no incremento da biomassa da parte a�rea e total da planta do morangueiro e conclu�ram haver uma melhor efici�ncia nutricional, proporcionando um maior n�mero de frutos, di�metro e produtividade. Esse comportamento pode estar diretamente relacionado com as respostas obtidas quanto ao comprimento do caule, n�mero de folhas e �rea foliar, demonstrados nas Figuras 1, 2 e 3, respectivamente.

Biofertilizantes produzidos a base de amino�cidos se destacam, segundo estudos relacionados ao uso de amino�cidos, quando os mesmos s�o aplicados via foliar ou radicular, podem promovem o enraizamento, caracter�stica respons�vel pelo bom desenvolvimento de uma planta (FRASSETO et al., 2010). Esse aumento no sistema radicular ir� proporcionar consequentemente, uma maior absor��o de �gua e nutrientes do solo, sendo que vale ressaltar que o nitrog�nio � um dos nutrientes exigidos em maior quantidade pela planta e que sua absor��o est� diretamente relacionada com a a��o da enzima redutase do nitrato. Isso corrobora com os resultados demonstrados na Figura 5.

 

Figura 5. A: Atividade da enzima redutase do nitrato em tecido foliar do meloeiro em fun��o das doses de biofertilizantes.. B: Intera��o tempo x doses na atividade redutase nitrato estimados no tecido foliar do meloeiro, sendo as dosagens 1 - �gua; 2 - 288 /40 �l; 3 - 576/80 �l; 4 - 1.152/160 �l; 5 - 2.304/ 320 �l, respectivamente para os produtos Algamare� e Vorax�.

 

A atua��o da enzima nitrato redutase � de fundamental import�ncia na incorpora��o de nitrog�nio inorg�nico em mol�culas org�nicas complexas (SILVA et al., 2011). Pode-se verificar efeitos isolados para biofertilizantes e a intera��es dupla para doses x tempo para a atividade da enzima nitrato redutase (Figuras 4 A e B ).

Sabe-se que uma vez absorvido o N � rapidamente assimilado por um complexo de enzimas, sendo a redutase do nitrato, a primeira desse processo. Em seguida, � convertido em diversos constituintes celulares, destacando-se os teores de amino�cidos livres totais, prote�nas, pigmentos fotossintetizantes (clorofila) segundo descrito por Hawkesford et al. (2012).

Os resultados obtidos neste trabalho foram similares aos encontrados por Almeida et al. (2014), onde com a aplica��o foliar de bioestimulante no feijoeiro comum (Phaseolus vulgaris) proporcionou incrementos na atividade do nitrato redutase. Valores semelhantes para a atividade da enzima nitrato redutase foram demonstrados por Rodrigues e Mesquita (2021) para a cultura do meloeiro, quando da utiliza��o da mesma metodologia aplicada em plantas com 20 dias ap�s a semeadura.

Observou-se que na vari�vel prote�na total (Figura 6), os melhores resultados foram obtidos na medida em que as aplica��es dos biofertilizantes foram sendo realizadas mais tardiamente, nas �pocas de 30 e 45 DAT. Silva et al. (2011), relatam que os efeitos positivos do biofertilizante sobre a transpira��o nas plantas emanam do estimulo � a��o de prote�nas e solutos org�nicos, proporcionando melhores condi��es nutricionais do solo e, em compensa��o, permite a absor��o de constante e turgesc�ncia celular da planta, permitindo as trocas gasosas entre as plantas e o ambiente. Esse fator pode estar relacionado com o aumento no teor de prote�nas totais na fase em que ocorre uma maior demanda por metabolitos oriundos da fotoss�ntese e uma maior demanda de nutrientes pela planta.

 

Figura 6. Teor de prote�na total (PTN) no tecido foliar do meloeiro, aos 30, 45 e 60 dias ap�s o transplantio (DAT).

 

Pode-se observar que o teor de prolina (Figura 7) foi acentuado aos 60 DAT em compara��o as avalia��es realizadas aos 30 e 45 DAT.

 

Figura 7. Teor de prolina no tecido foliar do meloeiro, aos 30, 45 e 60 dias ap�s o transplantio (DAT).

O aumento da concentra��o de prolina � reflexo do n�vel de estresse que a planta est� sendo submetida, pois esse amino�cido atua como osmorregulador, antioxidante, protetor de estruturas das prote�nas e de diversas atividades enzim�ticas, que contribuem para a manuten��o do equil�brio h�drico e a preserva��o da integridade de prote�nas, enzimas e membranas celulares (MARIJUAN; BOSCH, 2013). Com o uso de insumos org�nicos, notadamente efluentes org�nicos l�quidos como o biofertilizante bovino, pode estimular a libera��o de subst�ncias h�micas e proporcionar incremento na produ��o de solutos org�nicos � base de a��cares, amino�cidos livres totais, prolina e glicina beta�na (FREIRE et al., 2013).

Os teores de a��cares sol�veis totais (AST) e a��cares redutores (AR) est�o demonstrados na Figura 8. Podemos constatar que os valores de AST (Figura 8A) nas �pocas de 30 e 45 DAT, s�o superiores que os de AR (Figura 8B). J� na �ltima �poca (60 DAT) houve uma invers�o nesses resultados, tornando AR superior a AST. Esse comportamento possivelmente indica que os AST foram translocados para o tecido foliar e reduzidos em glicose, por isso o aumento no teor de AR aos 60 DAT.

 

Figura 8. A: Teores de a��cares sol�veis totais (AST) e B: Teores de a��cares redutores (AR), no tecido foliar do meloeiro aos 30, 45 e 60 dias ap�s o transplantio (DAT).

 

Podemos observar na Figura 8 A, que ao longo do tempo ocorreu um decr�scimo no teor de AST no tecido foliar, onde provavelmente, a sacarose estaria sendo hidrolisada para fornecer glicose e frutose, sendo assim, utilizada na rota do metabolismo prim�rio da planta. Isso fica evidente quando da avalia��o dos a��cares redutores (Figura 8 B), ocorre o aumento expressivo no teor aos 60 dias, que pode ser justificado pela hidr�lise dos AST no mesmo tecido vegetal.

De acordo com Silva et al. (2011), os teores de a�ucares redutores e de prote�na se comportaram de forma linear ao aumento das doses de biofertilizantes no tecido foliar de feij�o de corda. Os a��cares fundamentais encontrados nas cucurbit�ceas s�o a glicose, frutose e a sacarose, sendo os a��cares redutores compostos basicamente de glicose e os a��cares sol�veis totais, compostos em sua maioria de frutose, sacarose e rafinose, sendo que destes, a sacarose pode chegar a quase 50% dos a�ucares totais.

Em fun��o dos resultados descritos anteriormente, podemos relatar que em condi��es tropicais, conforme Pereira et al. (2010), o emprego de produtos alternativos como fonte de nutrientes suplementar para algumas esp�cies, em especial as oler�colas, certamente � um dos meios que poder� contribuir bastante para promover a sustentabilidade dos ambientes agr�colas, tanto em n�vel de pequeno e grande produtor.

 

CONCLUS�O

 

A aplica��o conjunta dos dois biofertilizantes na cultura do meloeiro promove incremento no crescimento da planta e altera��es no seu metabolismo. Recomenda-se a combina��o dos biofertilizantes Algamare e Vorax na dosagem de 576/80 �l.

 

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